Associações: SIM ou COM CERTEZA?

Outro dia diante de um “arranca-rabo” ocorrido entre instituições do vinho, refletimos no grupo de enófilos os verdadeiros motivos para tamanha vaidade das instituições em se
auto-denominarem as “melhores” ou “mais conceituadas”. Instituições, que também
disseminam o ensino de vinhos, brigando por quem tem mais ou menos legitimidade,
sem discutir essência, nem propostas aos associados. Não acredito que esse seja
o caminho, na verdade este tipo de disputa, seja em qualquer temática, só desfavorece a adesão de novos interessados.

Acredito muito no poder das associações, nos mais diversos ramos da sociedade civil. No entanto só acredito em associações legítimas: aquelas que defendem os associados enquanto grupo, e não o “corporativismo” em favor da instituição em si. Afinal isso é a essência de uma associação: existe associação sem os associados?

Quando a retórica migra desta forma percebemos o quão personificado (normalmente na figura da presidência) vira o discurso. É aí que a associação deixa de existir. Lembra-me as disputas dos partidos no movimento estudantil: se engalfinham tanto uns ao outros que no fundo só repelem os que deviam conquistar.

Enfim: por mais associações de idéias e menos imposições individuais!