Vinho Verde. De uva verde?

Quem inventaria de escrever um post, no blog recém criado, sobre os vinhos verdes? Os tristes vinhos verdes, relegados a fama de vinhos simples e sem grandes atrativos. Verdade. Minha motivação em falar deles parte de um motivo muito parcial. Meu amigo @hugo_serrano, responsável por colocar no ar este blog, me disse um dia: “Gabi, sou muito de vinhos não. Só gosto dos verdes.” No mínimo diferente né? Ótima oportunidade para desmistificar.

Diferentemente do que muitos imaginam, os vinhos verdes nada tem a ver com vinhos feitos com uvas verdes (não amadurecidas).

“Vinho verde” na verdade é uma denominação de origem: são produzidos numa região delimitada no noroeste de Portugal, a maior zona vinícola portuguesa. Não se sabe ao certo a origem do nome. Diz-se que é uma referencia a região, sempre verde. A versão menos poética liga o “verde” ao fato das uvas mesmo maduras produzirem vinhos de baixo teor alcoólico, além disso o Vinho Verde não “amadurece” na garrafa.

A denominação “Vinho Verde” foi reconhecida pelo Office Mondial de la Propriete Intellectualle de Genebra e portanto nenhum outro vinho do mundo pode usar essa denominação. Seria até difícil… São vinificados com uvas típicas da região, de baixo teor de açúcar e por isso produzem vinhos pouco alcoólicos. Importante: me refiro exclusivamente aos vinhos verdes secos, ok?

Tintos ou brancos (os brancos se destacam), devem ser degustados gelados e JOVENS, muito jovens, antes mesmo de completar um ano de engarrafado. Esses vinhos por terem alta acidez, serem um pouco gaseificados (em função da segunda fermentação) e baixa graduação alcoólica são bem adequados ao nosso clima e ao bebericar despretensiosamente. Ele desperta o apetite como nenhum outro!

Quando comparamos Portugal com Franca e Italia em especial, podemos dizer que é ainda um pais pouco desenvolvido enologicamente. Ainda se produz artesanalmente e sem tanto controle de produção pelas “Denominações de Origem”, então para não decepcionar vamos as regras básicas:

  • Comprar somente os datados. Os que não fazem referencia a safra podem ser velhos, de prateleira. Vinho verde não envelhece, apenas piora com o passar do tempo.
  • Prefira sempre o branco. De preferencia com as cepas Alvarinho ou Loureiro. Alguns tintos ainda são vinificados com cascas e engaços, dão a impressão de “amarrar a boca”
  • Seco, sempre seco. Vamos deixar pra degustar doces, somente os vinhos verdadeiramente doces, de origem doce, que falaremos em outras oportunidades.
  • Servir gelado, em torno de 6 a 8 graus.

Que tal darmos mais espaço aos verdes? Os bons não decepcionam. 😉

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2 ideias sobre “Vinho Verde. De uva verde?

  1. Eitaa! Adorei o post Gabi! Tenho com frequência juntado meus amigos para assistir filme, conversar e beber vinho verde bem gelado! Da última vez tentei fazer uma sessão de Lars von Trier mas não rolou aí fomos de Woody Allen mesmo! Na próxima será Carne Trêmula na companhia de nossos amigos Sr. e Sra. Garcia! 🙂

    • Eita! A seleção tá pesada hein? Fiquei na pilha dessa sessão de cinema. Parecem escolhidos pela #panelinhacult 😛

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