Vinhos do Brasil, para o Brasil

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Como de costume, fui à livraria cultura este domingo e me deparei com o “Anuário Vinhos do Brasil”, realização da Baco Multimídia (Marcelo Copello) e Ibravin.

Fato é, que os cursos de formação na área de vinhos tem tido uma participação ativa das vinícolas nacionais em busca de imprimir aos “formadores de opinião” a qualidade dos vinhos do Brasil. Chamaríamos em outros tempos de lobby, mas devido o desgaste da palavra chamaremos somente de “marketing positivo”. Este trabalho das vinícolas é importantíssimo no sentido de se aproximar do público que pode de fato influenciar na escolha de um rótulo, e até mesmo na adequação das cartas de vinhos dos restaurantes.

A importância do Ibravin neste contexto também é clara, muito embora sofra algumas críticas pelo foco exacerbado dado à exportação dos vinhos nacionais. Acredito ser primordial sim fomentar o consumo interno do vinho, mas exportar faz parte do processo de evolução do vinho nacional aos padrões de outros conhecidos produtores do “Novo Mundo”, significa abrir mercado.

O vinho brasileiro tem passado por uma revolução. Os números só confirmam isto. Inclusive o reconhecimento de nossos rótulos em avaliações internacionais. Este anuário vem coroar todo um progresso que esta sendo vivido pelo mercado nacional de vinhos. Foi bastante feliz ao falar nao só dos números como também dos terroirs que transformam o vinho brasileiro numa excelente oportunidade de experiências. Só mudaria a capa do anuário, embora ele seja bilingüe e o objetivo deve ser de leva-lo ao exterior, acho foto do Rio demasiadamente clichê…

Leio este anuário com a sensação de que se ainda nao temos “substitutos” aos Brunellos, Barolos e grandes Bordeaux certamente temos alternativas de sobra aos Chilenos e Argentinos que dominam as cartas de vinho no nosso país.

O exercício de escolher rótulos nacionais deixou a muito de tratar-se de “nacionalismo”, hoje é sem dúvida uma questão de bom gosto. 😉

4 ideias sobre “Vinhos do Brasil, para o Brasil

  1. srsrsrs adorei a substituição do velho lobby por “marketing positivo”. É verdade que a latitude não favorece o pólo vinícula do São Francisco? Pergunto porque vejo muitas “reportagens” contraditórias – umas defendendo, outras dizendo que não há possibilidade de sair um bom vinho de lá – e, sinceramente, ainda não formei uma opinião.

  2. Essa do Vale do São Francisco eh boa. Vou fazer um post a respeito como boa pernambucana que sou. Fato eh que lá se produz vinhos "corretos", condizentes com o terroir. 😉

  3. Pingback: Importado ou nacional? O menos subsidiado por favor! | IN VINO VERITAS!

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