No sábado, a velha carmenere

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Nada como um sábado de sol para arrebatar uma noite de sexta ingrata. Tudo bem que nem foi um dia de sol e ainda teve trabalho. Mas um almoço tardio num dos lugares que mais adoro em Salvador já foi suficiente para levantar o dia.

E eu fui clássica. Clássica e simples. Fui sem medo de errar na casta que pra mim significa uma palavra: conforto! Devotei durante muito tempo uma paixão intensa pela carmenere. E há bastante tempo não a trazia pra mesa, meio que evitando aquela presença que foi tão massante nas minhas escolhas.

Mas hoje era o dia dela voltar a tona, de maneira singela.
Vinho conforto.
Lugar conforto.
Companhia conforto.

O vinho: Carmen Carmenere 2009.

A Carmen foi a primeira vinícola a trazer de volta a carmenere, que hoje é a casta símbolo do Chile. Esse é o vinho de entrada deles. Selado com screwcap denotando o caráter jovem, pra ser bebido jovem.

Cheirei o vinho incansavelmente meio que lembrando daquele aroma tão frutado, frutas vermelhas maduras especialmente, dos vinhos do “novo mundo”. Quando finalmente bebi o primeiro gole, sorri. Sorri e brindei como quem reencontra um velho conhecido. Na boca é um vinho ligeiro, taninos macios, acidez equilibrada e aquele retrogosto que conhecia bem. Este é um vinho fácil, correto, sem grande complexidade. Acompanhou bem as entradinhas mas com o beef de tira no ponto, do Baby Beef da Gamboa, foi perfeito.

Tem dias que tudo que a gente precisa é isso. Se recuperar. Nada de grandes pretensões. E este Carmen de hoje se encaixou mais que perfeitamente. Voltei pra casa depois de conversas leves, amenidades, risadas e 3 porta-vinhos que ganhei de presente. Nada mal… 😉

* R$ 40 na www.adegacuritibana.com.br

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