Monte Velho 2009

Esse é daqueles vinhos que inundam as prateleiras dos supermercados Brasil a fora. Antes mesmo de embarcar no universo dos vinhos eu tinha uma certa aversão a ele por isso, o rótulo não ajuda e ele sempre teve um preço relativamente baixo. Sempre me pareceu um vinho ruim. Era meu “chute” intuitivo.

Dias desses resolvi dar uma oportunidade a ele. Por um simples motivo. Descobri que aquele vinho que sempre me causou repulsa nas gôndolas é uma linha da Herdade do Esporão, grande grupo português, de grandes vinhos. Descobri que aquele rótulo preto estranho carregava um sobrenome de peso.

OK. O vinho é barato e de “entrada” da Herdade do Esporão, e por isso deveria ser um vinho correto e nada mais. Mas… como é ruim! Álcool que incomoda, quase que sem aromas, dei tempo de taça esperando que abrisse mais, mas o vinho só demonstra álcool. Na boca tem um retrogosto amargo muito desagradável que me fez pensar que o problema seria a comida. Parei de comer, bebi água e o vinho era o mesmo. Deselegante e de certa forma desarmônico. Tanto no nariz como na boca. Um corte clássico português de aragonês, trincadeira e castelão que infelizmente não vale sequer uma nova tentativa.

Às vezes (quando não há riscos envolvidos) é bom pormos nossa intuição à prova, porque muitas vezes ela erra. Fato! Mas pra mim, no caso desse vinho, ela é que estava certa. Desde sempre!

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