Vinho e Doces

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Sempre achei estranho beber vinho junto com a sobremesa. Claro que quanto mais você bebe vinhos mais experimentação vai se permitindo, mesmo aquelas que parecem ainda estranhas. Entendam-me, sei que a harmonização funciona, mas nunca senti necessidade de um vinho junto com a parte doce, o fim da refeição. É como se deixasse de realmente desfrutar da sobremesa em si e até desmerecendo o vinho. Mas enfim, tenho avançado um pouco mais nesta celeuma e têm sido boas as experiências.

Definitivamente a harmonização com doces é um grande desafio pra mim.

Dia desses fui de vinho do Porto com chocolate amargo, combinação clássica e simples. Embora pra mim seja pouco pragmático, afinal em restaurante as sobremesas são mais elaboradas e o chocolate ainda é a meu gosto o melhor acompanhante do café (cafeína addicted).

Já um bom sauvignon blanc (consegui tirar a casta do meu “limbo” com esta combinação) junto com salada de frutas (e frutas ácidas individualmente) não tem melhor! Num dia quente, na piscina, na praia, em casa, talvez num dia de comida mais leve. A acidez do vinho junto com a acidez das frutas só faz elevar o vinho e melhorar bastante uma simples salada de frutas!

Estou buscando agora uma boa harmonização de doces com espumante, mas o brut (minha idéia fixa de desafio) tem me frustrado. Acredito que o caminho seja ficar mesmo com os bons moscatéis.

Harmonizações muito restritas me frustram bastante, e confesso que na harmonização com doces minha grande questão tem sido buscar combinações mais despretensiosas, leves. Os vinhos ditos “de sobremesa” (Porto, Tokaji, Sauterne) tenho preferido na harmonização por contraposição, acho mais adequado ao “peso” dos rótulos.