As taças e as incríveis paranóias femininas

Quando a gente passa a tomar vinho regularmente (mais, melhores, diferentes) passa também a adquirir hábitos que pra muitos pode parecer frescura exigência demais. Há quem tenha um apreço especial por seu saca-rolhas de dois estágios, ou o termômetro, ou o vacuvin. Todos esses itens são importantes mas acabam sendo dispensáveis quando você está longe de casa, e definitivamente não vão comprometer o prazer da degustação. Já as taças… Ah! Elas acabam sendo a grande questão em meio a essas firulas do vinho, e elas podem realmente DESTRUIR um vinho.

Quem nunca recebeu uma taça (ou copo) em um restaurante com marcas de detergente, ou gordura? O pouco que seja dessas substâncias pode anular aromas, criar sabores desagradáveis, etc. Afora as taças e seus formatos em si que pra mim tem sido um hiperfoco desde que, numa degustação às cegas do curso de sommelier, ao mudar apenas as taças, jurávamos que havia sido servido um outro vinho e na verdade… era o mesmo!

Tudo isso pra justificar minha necessidade atual de levar minhas taças por aí. Muitos restaurantes já tem boas e adequadas taças, mas ainda encontramos muita porcaria! E não estou falando de preços ou requinte necessariamente. Muitas vezes o dono gasta horrores em taças inadequadas quando poderia investir o mesmo valor em taças mais finas, talvez ISO, que se prestam a mais tipos de vinho.

Minha fixação em taças anda tão grande que estou insatisfeita até com as minhas tradicionais flutes pra espumante, estou achando que não estão valorizando esses vinhos tão especiais. Mas esse é assunto pra outro post

Ando numa busca incessante por um case de viagem (pra uma dupla de taças), mas não acho em nenhum lugar. Não custava nada os produtores de taças produzirem seus próprios cases, usar case de vinhos para transportar taças é por demais emocionante, sempre no risco da quebra. Posso parecer radical para alguns, mas com uma taça inadequada prefiro nem abrir o vinho, ficar na água acaba sendo uma opção mais acertada. 😉

2 ideias sobre “As taças e as incríveis paranóias femininas

  1. Não sei…acho que, a depender da ocasião e tudo mais, é melhor abstrair um pouco essa questão de taças. Penso que nem sempre – e quase nunca, na verdade – o vinho deve ser o foco. É uma bebida gregária, que deve unir as pessoas, mas não em torno dele.

    Quanto às taças…o formato "bordeaux" me agrada bastante para tudo, exceto espumantes, que é para as flutes. Brancos em taças menores, tintos em maiores e por aí vai.

    Taça borgonha, pelo que degustei comparando taças até agora (pinot da borgonha nas duas taças) é frescura pura.Achei ate melhor na taça bordeaux.

    Um abraço! =)

    • Pois é Alexandre Takei.
      Até escrevi um post sobre a "ritualização" que acabei conferindo ao vinho. Naturalmente sabe?
      E nao tem jeito, uma taça dessas de refrigerante acaba com muitas caracteristicas do vinho. Torna a experiência incompleta entende? Aí nesse caso a cerveja ou a agua são melhores opções. 😉

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