Onde estaria a cabernet?

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Logo após tanta coisa boa vinda de Mendoza, chegou à minha taça um vinho de lá que pra defini-lo só preciso de uma palavra: DECEPÇÃO.

Fechando uma temporada de provas às cegas, que achei interessantíssima, esse rótulo apareceu na roleta. Sem nenhum motivo de ser, nem seqüência lógica, nem didática. Ao puro acaso.

O vinho: Finca Flichman Reserva Cabernet Sauvignon 2011

Esta vinícola deveria ser proibida de carregar o rótulo de vinho varietal de cabernet sauvignon. A menos que se trate de um vinho experimental, onde as cascas das uvas não sejam fermentadas (ironia mode on), esse vinho não pode ser um vinho de cabernet. ZERO tanino, ausência completa. Contrabalanceado com uma acidez muito viva me fez pensar, ainda às cegas e sem analise de cor, que seria um vinho já evoluído em garrafa, tamanha ausência de taninos.

A sensação ao ver qual era o vinho, e sua safra, foi de desrespeito à cabernet. Essa cepa com a qual se produz vinhos medíocres mundo a fora é também a rainha dos vinhos, dos grandes vinhos, e merece ao menos ter representada minimamente sua expressão.

Não sei se foi um lote ruim, um ano ruim, um blend (ao invés de varietal) mal conduzido, rótulo impresso errado, um acondicionamento altamente sofrível, ou uma insanidade qualquer. Mas é inadmissível esse vinho carregar o label de um cabernet. Mereceu, com louvor, a avaliação de 1 taça!  

R$ 30, www.imigrantesbebidas.com.br

ARGENTINA

1 TAÇA