O gewurztraminer da frustração

IMG_3771

São engraçados esses paralelos inevitáveis dos vinhos com a própria vida. Ouso dizer que sempre é possível fazer algum, às vezes só falta um pouco de paciência pra descobrir.

Os bons brancos tem sido cada vez mais raros no meu convívio, seja pela preferência dos grupos de bebedores pelos tintos, seja pelo acesso um pouco restrito que tenho tido hoje aos brancos jovens, vivos. Saudade do ótimo torrontés da Serrera, do Doña Paula então nem se fala!

Após um “banho de água fria” e um planejamento de 2 meses jogados no lixo, tudo que desejava era um bom riesling, aromático, jovem, acidez viva. O que tinha era um gewurztraminer californiano que consegui trazer da ultima viagem. Péssima escolha na roleta dos vinhos americanos. Tudo bem, eu sei que fui audaciosa e que não poderia esperar muito!

O vinho: Fetzer Gewurztraminer 2010

Varietal simples da vinícola Fetzer que tem como grande destaque o “manejo sustentável” que, pelo que entendi, seria um passo anterior aos biodinâmicos que andaram pipocando por aí. É um típico vinho de regiões quentes, aromas de fruta muito madura, caramelizada, sem frescor algum. Na boca um vinho chato, sem acidez, onde o máximo que consegue-se degustar é meia taça. É um vinho que dá até preguiça de descrever. Foi também pro lixo. Ok, safra 2010, velho para um “branco-pra-ser-bebido-jovem”, mas posso apostar que mesmo em 2010 a acidez e os aromas enjoativos deixariam a desejar. É o típico vinho experimentativo de adega ou que o produtor, para não perder a safra de um ano exageradamente quente, resolveu ainda assim vinificar. É o que quero crer!

Como resumo da experimentação dupliquei a frustração: agora é esquecer o planejamento perdido degustando bons vinhos, logo logo, em uma bela expressão de terroir. Desta vez acompanhada dos tintos. Que me aguarde! 🙂

* U$ 20, em algum recanto de Las Vegas

EUA

1 TAÇA BRANCO

Do Alentejo para Angola: Esporão Reserva 2009

20130131-133827.jpg

Fazia um bom tempo que não tomava um vinho Herdade do Esporão, uma das minhas vinícolas portuguesas preferidas. Ando vivendo uma relação de amor e ódio pelos vinhos portugueses. Amor por possibilitarem praticamente 99% das minhas degustações deste lado de cá do Atlântico. Ódio justamente pelo mesmo motivo: acabam sendo sempre eles na taça.

A experiência do gosto, tão bem colocada por Jorge Lucki, requer mesmo variância para que as degustações não virem simplesmente eventos sociais, muito embora seja realmente preciso esquecer a técnica em (muitos!) momentos.

Em todo exercício de experimentação tudo muda o tempo todo, seja lentamente, seja drasticamente. Qual será a nossa disposição em aceitar estas mudanças é bem o cerne da questão. Desconstruções de harmonização, de ritual e até de preferências. Acho que nunca é tarde pra perceber o que ora passou despercebido, ou não avaliável, e o que hoje se impõe como realidade, ou o que desejamos de realidade.

Verdade que minhas degustações hoje em nada lembram aquelas de tempos atrás. Antes foco, hoje adorno. Peguei-me pensando em quão displicente estou sendo ao ritual, que outrora defini tão claramente. Mas percebi que não trata-se de displicência mas de olhar por outro ângulo, difuso. E deste novo ângulo o contexto e o vinho, embora desfocado, têm paradoxalmente uma intensidade nunca antes experimentada…

O vinho: Esporão Reserva 2009

Este corte de aragonês, trincadeira, cabernet sauvignon e alicante bouschet da Herdade do Esporão realmente me agrada. Aliado a isso minha saudade da cabernet me fez perceber que não posso ficar muito tempo sem ela! No nariz me confortou, sendo bastante aromático, em contraposição aos vinhos quase nada aromáticos que tenho degustado, com aromas de frutas vermelhas e um leve abaunilhado. Vinho de personalidade e complexidade, com bom corpo e taninos muito marcantes, vivos. A acidez também segura o vinho, só demonstrando no final persistente um leve desequilíbrio, uma discreta deselegância, que pra mim (um tanto cansada de vinhos tão redondos) foi a “cereja do bolo”. Sem duvida, um vinho na amplitude requerida.

* U$ 36, Casa dos Frescos, Luanda/Angola

PORTUGAL

Um ótimo Zinfandel em Vegas

20130102-232651.jpgLas Vegas carece de lojas de vinhos!

Um destino de luxo, onde tudo tem proporções fora de qualquer realidade, falta… vinho. As cartas de bons restaurantes são bastante “comedidas” com algumas exceções, claro. Nos centros de compras, onde não falta imponência, sobram bons charutos, Prada, Chanel, Cartier, Rolex mas faltam wine stores. Devo confessar que a viagem não tinha este tipo de propósito, e nem pesquisei a respeito, mas imaginava que seria natural ter contato com boas lojas vendendo os clássicos norte americanos, assim como os grande chilenos, argentinos e os do velho mundo. Tinha a pretensão de quem sabe degustar um Opus One, mas não vi nem de longe…

Ainda assim alguns rótulos foram degustados: um riesling de mosel com comida japonesa, um péssimo rosé de zinfandel com açúcar residual em excesso e até um sparkling da Chandon norte americana. No entanto a melhor escolha da viagem foi o ótimo zinfandel de Napa Valley, na verdade um assemblage com cabernet, syrah e outras cepas em minoria, onde a zinfandel entra com 51% do corte, que foi degustado no restaurante de tapas Julian Serrano do Hotel Aria. Ambiente bastante agradável, comida muito bem apresentada numa reinvenção mais “classuda” das tapas. A carta de vinhos é bastante vasta sem perder o foco nos vinhos espanhóis, porém como estava nos EUA seria adequado escolher um exemplar de lá. A rebatizada zinfandel, cepa italiana conhecida como primitivo, achou realmente seu lugar no terroir norte americano. Eu particularmente gosto muito da expressão da cepa em tal terroir, realmente não se comparando, no geral, aos exemplares italianos.

O vinho: The Prisoner 2009 – Orin Swift

Aromas de especiarias e de frutas negras em calda, em especial amoras e framboesas, um pouco de álcool sobra no nariz, afinal trata-se de um vinho de 15.2 de gradação alcoólica. Gradação elevada é típico dos vinhos de zinfandel, pelo alto teor de açúcar da casta, e portanto baixar um pouco a temperatura de serviço ajudaria a minimizar essa “sobra”. Bastante leve na boca, um pouco de álcool sobrando também, porém bastante frutado, pouca presença do marcante carvalho americano por vezes exagerado dos vinhos produzidos nos EUA. Taninos quase macios e acidez bastante presente. Um vinho bem vivo, uma complexidade entre aromas, retrogosto (um leve amargor que não consegui desvendar a origem ou se seria algum defeito), taninos e acidez que muito me agrada.

Foi sem duvida uma boa surpresa de rótulo. Agora a expectativa é de na próxima ida a Las Vegas (será?) conseguir descobrir onde se escondem as wine stores e as melhores cartas pra desfrutar também dos vinhos no nível de desfrute que uma cidade como Vegas exige! 🙂

* U$ 72, no restaurante Julian Serrano, Aria Resort e Casino

EUA

Um bom blend peruano. E um até logo.

A gente passa aquele imenso tempo imerso em trevas pra eventualmente perceber que na verdade tratava-se apenas de… férias! Ou seria somente um período sabático?

Verdade seja dita que depois do fatídico fim das aulas de José Santanita, meu grande mestre, e toda sua retórica no sentido de justificar o vinho e as escolhas da vida, o mundo girou. E tudo ganhou nova perspectiva.

Quem diria que hoje, morando no interior de Angola, depois de ter quase que suprimido o vinho da taça, estaria eu a experimentar um blend de cabernet sauvignon com petit verdot peruano (!!!), comprado há um bom tempo atrás e que só agora fez sentido ser aberto.

Aí me perguntam: “Gabi, por que ritualizar tanto assim?”. Sei lá…. Talvez a vida seja mesmo isso, viver de rituais, perceber o abrir e o terminar dos ciclos, e ter certeza de que paixão nunca é demais. Paixão pela rotina, paixão pelo novo, por um rótulo que traz lembranças, e por outro descoberto completamente no escuro.

O vinho de hoje teve um motivo muito especial. Depois de tanto tempo sem avaliar qualquer vinho, aceitei o desafio atrasado de alguém que em tom de despedida escolheu a minha bebida pra celebrar: “Vamos de vinho hoje!”.

O vinho: Intipalka Valle del Sol Reserva 2009

Corretíssimo, foi aberto praticamente fervendo na temperatura ambiente quase que recifense. Coitado do vinho comportou-se como um lord parecendo prever a chuva torrencial seguida daquela brisa leve e fria que o acompanharia em breve. No nariz frutas vermelhas, já bastante maduras, com pouca presença de madeira através dos aromas de caramelo. Boa acidez e taninos macios, fáceis, fáceis, e adequados ao que pedia o dia: corpo ligeiro, pouca complexidade e álcool equilibrado. Safra já em clara decadência porém boa opção de rótulo, apesar da pouca fama do terroir peruano, dominado pela produção dos Piscos.

Harmonizações a parte, e com certeza toda uma melancolia inerente ao momento, o vinho acompanhou bem o prato “de sempre”, no lugar “de sempre”. Fez frente às sempre boas risadas, e até às lagrimas de avaliações tão densas. Estar à um Atlântico de distância da sua “zona de conforto” talvez extrapole o significado de tudo, mas por que não haveria de ser?

O “até logo” é sempre a expectativa de ter novamente perto aqueles que a gente define em uma palavra: conforto. Pois é assim: todo período sabático, pra ser sabático, precisa de um fim.

Um brinde aos grandes vinhos. E aos melhores amigos. E à sua raridade. Seja à um oceano ou à um metro de distância.

* U$ 25 no freeshop de Lima

PERU

A temporária supremacia portuguesa

Vida de enófilo fora do ninho é um pisar de ovos. Um eterno se adaptar que às vezes sinto o exigir retirar estrategicamente o vinho da taça, e brindar com a bebida preferida do grupo. Mas também é legal perceber o interesse geral por vinhos, um desconhecido que gera um certo fascínio, e aos poucos a possibilidade de colocá-lo mais no dia-a-dia. Quem sabe até uma mini confraria? 🙂

Em Angola a quantidade de rótulos portugueses até assusta quem procura algo além. Talvez o preço mais agradável acabe levando os brasileiros a ter sempre aqueles rótulos lusitanos que são mais caros (e sempre honestos!) no Brasil. O rótulo deste noite foi mais um português, alentejano, que foi escolhido na adega amiga por um motivo simples: safra de 2006. Um corte de touriga nacional, alicante bouschet e syrah, vinho simples sem grandes pretensões, pra ser bebido jovem e que implorava por ser aberto.

O vinho: ROCIM 2006

Como era de se imaginar o vinho já estava em franca decadência. O álcool de 14 graus segurou um pouco a onda do envelhecimento mas impossível não sentir aquele toque de frutas vermelhas já passadas e uma madeira já bem enjoativa. Na boca taninos quase mortos de tão macios, acidez um tanto chata, corpo ligeiro e o álcool sobrando um pouco. Percebe-se que era um honesto, devendo ser bem redondo quando jovem, mas que definitivamente passou do tempo.

Esse vinho acabou por lembrar-me de uma aula do curso de sommelier onde na degustação de um rótulo como este eu digladiei contra a potência perdida (o não deixar envelhecer aquele que não tem estrutura para tal) enquanto um confrade adorou a ~elegância~ quase chata de um rótulo tão sem expressão. Lembrei que isso é vinho. Que vinho em prova (tanino, acidez, estrutura…) não significa gosto pessoal. E que quando se fala de “gosto” não há o que questionar, mas sim fomentar a experiência do tal “gosto”.

Bem, mas se o vinho não foi dos melhores, a possibilidade de aumentar o numero de enófilos em Luanda foi animador o suficiente para superar o vinho. 😉

* € 8, www.domvinho.com

PORTUGAL

Quando vinho não é só vinho

20120809-234407.jpg

É em momentos de confinamento, e extrema concentração em um ponto fixo, que podemos mais refletir sobre a importância de tantas outras coisas em nova vida. É na ligeira pausa dessa extrema concentração (antes de dormir, no banho, num dia de febre) que refletimos sobre tudo o mais que é tão importante.

O vinho. E que importância! Não há um dia somente em que não lembre das inúmeras degustações e harmonizações, dos amigos de taça. De quando escrevia sobre vinhos todas as noites. E sinto falta, não somente porque não cabe na agenda, mas porque o contexto acaba sendo outro, sem espaço para análises de tanino, acidez, corpo, estrutura. Não se trata de simplesmente beber vinho, trata-se do ritual que conferi à bebida, e quão difícil é se livrar dele. Até escrever fica um pouco fora do contexto.

Hoje saí da inércia em postar porque ao beber vinho, num happy hour de confinados, percebi quantos dias bebi deste rótulo, que sempre veio à mesa numa demonstração de compartilhamento sem pretensão alguma. Ainda não havia sequer mencionado uma palavra sobre ele no blog.

Acabei indo longe ao lembrar das motivações que recebi pra escrever (um blog de vinhos!), e principalmente de quem me ensinou a escrever quando eu simplesmente sonhava em me tornar uma engenheira, e só lidar com números. Verdade mesmo que as reflexões acabam sendo muito intensas e claras.

Porém…. metáforas e reflexões afora, o vinho em pauta mereceu um post. Em homenagem não somente ao rótulo, simples, mas à cordialidade de quem o sempre pôs à mesa, e a sua presença incansável na minha taça.

O vinho: Porca de Murça 2010

Vinho corretíssimo, taninos suaves porém presentes. Boa acidez, corpo bastante ligeiro, aromas de frutas vermelhas com alguma baunilha, que acompanharia refeições de uma maneira versátil. Um vinho pra se beber sem grandes expectativas. Hoje porém ele deixou de ser um mero coadjuvante na taça e tornou-se o motivo de outras excelentes avaliações. Sem duvida encontrou seu espaço!

* R$ 50, www.imigrantesbebidas.com.br

PORTUGAL

A eterna busca por rieslings

20120729-200010.jpg

Estou no Brasil e por mais que esteja fazendo um bom friozinho, priorizando os tintos em todas as escolhas, ainda sim há bons espaços para os brancos.

Minha grande dificuldade com os brancos e espumantes é muito mais no convencer os convivas pela escolha desses rótulos. A grande maioria dos bebedores eventuais sempre prefere um tinto a um branco, mesmo que a harmonização seja sofrível. Em jantares, muitos amigos não entendem porque quase nunca peço aquele “grande tinto”, acabo sempre escolhendo um tinto mais versátil e até sugerindo bons brancos, que casariam mais fácil com a variância dos pratos. Muitos não entendem que grande tintos pedem refeições a altura pois são harmonizações mais complexas, ou então um degustar sem comida, minha preferência.

Fui a um ótimo restaurante japonês na minha passagem pelo Rio de Janeiro, o Yume, e finalmente consegui tirar a cerveja e a caipiroska da mesa, pedida certa com esse tipo de comida. Escolhemos um riesling de mosel pra tentar harmonizar com os sushis e sashimis, servidos muito frescos, e com a saudade acolhedora de quem está longe…

O vinho: Selbach-Oster Riesling Trocken 2009

Vinho bastante fechado aromaticamente, frutas cítricas, maça verde e pêra. Na boca um vinho ligeiro com boa acidez, muito leve e refrescante. Álcool equilibrado porém faltou um pouco mais de personalidade, por vezes pensava estar degustando um sauvignon blanc, meu karma.

Por fim o vinho acompanhou bem o salmão fresco, assim como os outros acepipes, e serviu de aperitivo perfeito para a conversa noite a dentro. E assim eu vou me familiarizando cada vez mais com o Rio de Janeiro. 😉

* R$ 150 na carta de vinhos do Yume

ALEMANHA

Comida portuguesa, vinho português!

20120531-214331.jpg

Coitado do blog, mais uma vez abandonado por conta de mudanças, e que mudanças! Me vi nas últimas semanas completamente impossibilitada de postar, vivendo de malas e de estresse pré-embarque.

Mas… voltemos ao foco, que hoje é Paulo Laureano. Produtor, agrônomo e enólogo português de renome, tem os vinhos alentejanos que eu chamaria de não somente corretos mas muito bons e com um excelente custo benefício. Na última semana ele acabou sendo unanimidade na minha taça.

No almoço mais que especial do domingo, o da linha premium ganhou fácil de um bordeaux bem mais caro, esse postarei depois. Já na terça estive no Rio, numa passagem rápida, para um almoço no Adegão Português e a pedida foi novamente um Paulo Laureano. Desta vez foi o vinho de entrada da vinícola, o clássico em versão 1/4 de garrafa pois infelizmente não fui acompanhada no vinho (ninguém merece essa coca-cola aparecendo na foto). A comida estava estupenda, e foi para lembrar as boas últimas aulas de enogastronomia de Santanita que pedi um bacalhau a Brás para acompanhar.

O vinho: Paulo Laureano Clássico 2009

Vinho elaborado com as castas típicas portuguesas: aragonês (a tempranillo espanhola), trincadeira e alfrocheiro. Bastante fácil e aromático, frutas vermelhas e negras e um tanto de especiaria. Bem elaborado, taninos finos, macios, corpo ligeiro, boa acidez. Daqueles vinhos certos pra acompanhar refeições sem medo de errar, funcionou muito bem não só com o prato principal como também com os bolinhos de bacalhau incríveis servidos de entrada.

Apesar do almoço extremamente rápido para tanta conversa e tantos assuntos em pauta, o vinho fez o seu papel. Só espero que da próxima vez, como de costume, ele volte a tomar o lugar da coca-cola no outro canto da mesa. 😉

* R$ 26, www.adegacuritibana.com.br

PORTUGAL

São Paulo. Seus encantos.

20120509-121525.jpg

Vir a São Paulo é quase que uma necessidade pessoal, suas mil e uma possibilidades é um sempre convite ao hedonismo gastronômico. Como boas companhias estão sempre presentes o convite à experimentação é ainda maior.

O lugar desta noite foi o restaurante A Bela Sintra, de pegada portuguesa porém bastante formal, tem um serviço impecável e boa carta de vinhos cujos rótulos portugueses não me chamaram a atenção. Como a pedida natural seria o bacalhau, e o tinto era mandatário entre os convivas, escolhi o único chianti clássico da carta. Foi uma pena a harmonização com lagostins, pedida de uma parte da mesa, um pouco sofrível com o tinto. Mas a boa companhia, e boa conversa, superou esse “detalhe”.

O vinho: Chianti Classico Poggio Selvale 2005

Na taça um vinho bastante translúcido com aromas um tanto fechados no início, mas com grande expressão de fruta, e madeira discreta e elegante. Em boca vinho fácil, de corpo ligeiro, ótima acidez, taninos macios, porém com a complexidade dos toscanos da casta sangiovese. Mais um bom, e versátil, italiano.

*R$ 150 no A Bela Sintra

ITÁLIA

Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2008

20120501-001817.jpg

Escolher um Montes Alpha é saber o que esperar e não ter medo de errar. Vinhos bem elaborados e corretíssimos são as marca da vinícola, que tem um syrah entre os meus preferidos.

Este cabernet sauvignon, com 10% de merlot no corte, foi aclamado como dos melhores cabernet do “novo mundo” e foi escolhido como o “melhor bordeaux chileno” pela conceituada revista Decanter.

No nariz pimentão, cassis e um herbáceo discreto. Em boca elegante, taninos bem presentes porém muito aveludados, ótima persistência e acidez potente mostrando seu grande potencial de guarda. Foi harmonizado com as massas do Speciali, evidenciando ainda mais o vinho em si. Um vinho potente porém muito fácil de beber, muito bem feito, e que agradaria até mesmo aqueles menos fãs dos cabernet. Pra ter sempre um na adega!

* R$ 100 www.costibebidas.com.br

CHILE