Cheval des Andes 2007

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Encerrando (acredito eu!) a leva dos argentinos e chilenos acumulados das últimas viagens, vem o Cheval des Andes. Vinho que nasceu da união da vinícola argentina Terrazas de Los Andes com a francesa Cheval Blanc, tornou-se um dos mais famosos rótulos argentinos, recebendo ótimas notas da crítica especializada, incluindo Robert Parker.

É um blend “bordeaux mendoncino” de cabernet sauvignon, malbec e petit verdot que enche os olhos e a lista dos enófilos pela sede de experimentar. Tratar-se-ia de uma bela sacada de marketing ou de fato um grande vinho?

O vinho: Cheval des Andes 2007

O vinho, que tem os percentuais do blend modificados a cada safra em função de se adaptar ao que as frutas apresentam em cada colheita, é elegante já no primeiro contato, frutas maduras mas longe das compotas que por vezes o malbec demonstra, madeira bem dosada. Em boca se apresenta como um bom bordeaux de fato, bem evoluído, redondo, sem arestas, taninos macios, boa acidez, bom corpo. A melhor definição para ele é CORRETÍSSIMO, parece que nada está fora do lugar e que realmente já encontrou seu auge. Eu não esperaria mais com essa safra 2007.

Não é bem o estilo de vinho que mais me apetece, esperaria maior complexidade e talvez maior vigor. Mas acredito que a proposta dele é atendida, em termos de mercado, ao entregar ao seu consumidor alvo um vinho redondíssimo e com o glamour e preço que um label como Cheval Blanc exige.

* R$ 320, www.wine.com.br

ARGENTINA

4 TAÇAS

Em Santiago: Cousiño Macul

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Numa breve passagem por Santiago, na volta de Rapa Nui, marquei uma visita à Cousiño Macul que apesar de ser dentro de Santiago ainda não tinha visitado.

Vale muito a visita! Sendo menos label do que a Concha y Toro, o tour da Cousiño é menos institucional e mais sobre a história da vinícola e seus vinhos. Fiz o tour normal mas acredito que o tour que ele chamam premium valha a pena, não estava disponível no dia em que fui.

Ao preço de 9.000 pesos chilenos (em torno de 40 reais) são degustados três vinhos, com uma taça da vinícola de “regalo”.

O peculiar Gris, vinho rose de cabernet sauvignon, muito refrescante, rosado muito claro e que chama a atenção por usar a potente cabernet, com tão pouco tempo de presença das cascas na fermentação. Inovação ou subversão? Achei bem interessante. 🙂

Degustamos mais dois varietais, um syrah e um cabernet sauvignon. No entanto os vinhos de safras bastante antigas assim como o Lota, vinho ícone da vinícola, foram os que deixaram a curiosidade no ar.

O tour é interessante, especialmente aos pouco familiarizados com o mundo do vinho e aos que apreciam os vinhos da Cousiño. Para os já iniciados melhor mesmo o tour premium. Porém, e independente dos vinhos, o visual do lugar é encantador e reconfortante, nos fazendo crer que o mundo parou um pouco por ali, como que moldando ainda mais a singular beleza de Santiago.

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Em Mendoza: “The Vines of Mendoza”

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O “The Vines of Mendoza” é um espaço muito bacana dedicado especialmente ao fomento da experimentação dos vinhos de Mendoza. Conta com um sala pra degustação repleta de rótulos de vinícolas não tão famosas do publico geral. O enfoque é nas chamadas vinícolas boutique, de pequena, exclusiva e cuidadosa produção.

Os flights (como eles chamam as degustações, notadamente focadas originalmente no público “gringo”) contam hoje com sommeliers que falam português, numa maneira bastante caprichosa de receber o enófilo brasileiro. Pois bem, havia marcado um flight dos chamados “ícones” e ganhado um flight dos varietais produzidos em Mendoza. Optei pela degustações às cegas e posso dizer: além de divertida, foi cheia de surpresas.

A degustação dos varietais é bem didática e indicaria a qualquer visitante. Um torrontes (Las Perdizes, 2011) que se não estivesse em Mendoza diria tratar-se um ótimo sauvignon blanc. Um pinot noir (Maula Oak, 2011) bastante descaracterizado com muito carvalho, que eu particularmente tiraria do flight pois não representa bem nem Mendoza, nem a cepa. Um bonarda (Mairena Reserve, 2008) meu preferido do flight, que imaginei tratar-se de um blend talvez com presença da merlot. Um blend (Quaramy Finca Blend, 2007) interessante didaticamente, nada excepcional. Um malbec (De Angeles, 2009) num estilo bem comercial e que agradaria a maioria. Fazer essa degustação às cegas é super interessante, em especial para os iniciantes, no sentido de aguçar a experiência do gosto.

Já o flight dos ícones foi um capítulo a parte. Toda uma concentração para desvendar, entre o que há de melhor em Mendoza, e conseguir escolher meu preferido. Considerando tratar-se de uma degustação de TOPs, e cortes em sua maioria, o desafio residia não em descobrir castas ou atribuir notas, afinal todos são grandes vinhos, mas experimentar. A degustação foi bem longa, com seis vinhos, onde o sommelier que me acompanhou degustou também em separado (dois rótulos foram incluídos fora do flight padrão) e depois juntos discutimos, vinho a vinho, minhas impressões sobre cada um. A degustação contou com: Caro 2007, Ave Memento 2007, Val de Fores 2006, e em especial:

  • Pulenta Estate Gran Cabernet Franc 2009: um cabernet franc bastante evoluído foi o instigante da noite, tinha o corpo e a pouca profundidade de cor típicos da pinot noir mas o nariz mostrava não ser.
  • Cheval Des Andes 2007: até o ultimo momento dividiu meu “pódio” num contraponto entre sua elegância e o mistério do “preferido”.
  • Tikal Amorio 2008: o rei da degustação, causou uma certa surpresa ao sommelier e me fez entender que a paixão pelos vinhos de Ernesto Catena é realmente pelo estilo. Vinho robusto, diria até “agressivo” para o apreciador padrão. É o vinho que me deixa com um sorriso a cada gole, um vinho a se desbravar a cada taça.

O resumo de uma ida ao “The Vines of Mendoza” é corroborar para a competência mendocina em produzir grandes vinhos, perceber a hospitalidade e profissionalismo da cidade (me desculpem os portenhos mas os mendocinos é que sabem receber!) e ter vontade de trazer na mala incontáveis vinhos. Só me restava espaço para três garrafas e foram três que vieram de lá. Além da lembrança da melhor degustação de toda a viagem. 😉

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Em Mendoza: Alta Vista, Bonarda e Single Vineyard

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Mais um medalhão argentino! Os vinhos da Alta vista são bastante conhecidos do público brasileiro, talvez os premium estejam menos presentes, pelos menos nas cartas de vinhos de restaurantes. A minha visita à Alta Vista contava também com a expectativa da degustação dos seus azeites, muito bons. Infelizmente haviam se esgotado todos ficando como consolo apenas as (lindas!) oliveiras carregadas que pudemos ver junto à entrada da vinícola.

A degustação proposta na visita foi bem interessante, contando com o espumante Atemporal (chardonnay e pinot noir), um Premium Torrontés, um Premium Bonarda, um Terroir Selection Malbec e o TOP de linha da vinícola o Alta Vista Alto. (PS: a falta das safras é pura falha, não anotei, e como só lembro de dois achei melhor não colocar a de nenhum).

O espumante e o torrontés bastante interessantes, só faltando um pouco mais de acidez (minha sempre fixação!). O bonarda muitíssimo elegante no nariz e na boca, vinho pronto e bastante versátil fugindo um pouco do “lugar comum” dos malbecs. O malbec Terroir Selection bastante vivo, estruturado, me agradou bastante, mas precisa de mais guarda para o consumidor médio (era ainda bastante jovem). Já o Alta Vista Alto é de fato um grande mendocino, não é vinificado em todas as safras, somente em anos destacados, redondo, taninos elegantes e ótima acidez, demonstrando sua longevidade.

Nesta degustação, individual, foi possível discorrermos não somente sobre os aspectos dos vinhos degustados, mas também conversar sobre o universo dos vinhos em geral, discutimos um pouco sobre terroir, as regiões vinícolas da Argentina, suas características em termos de temperatura, solo, altitude, castas… Eu não sabia, mas a bonarda, um tanto exótica no rol dos vinhos mais comerciais, é a segunda variedade mais plantada na Argentina (perdendo apenas para a malbec) e foi sem dúvida a casta que me brindou com mais surpresas durante toda a viagem. Se minha única experiência com a bonarda tinha sido um fiasco, após esta viagem a casta ganhou lugar de destaque no meu gosto pessoal. O Premium Bonarda da Alta Vista me encheu os olhos, por ser muito mais do que se espera de um bonarda: aromas elegantíssimos, corpo na medida, e um final bom, não tão curto como era de se imaginar. Realmente um exemplar pra sempre ser degustado, veio um na mala! 😉

Neste contexto, foi também possível discorrermos sobre o conceito de “Single Vineyard” (vinhedo único) tão disseminado em Mendoza. A meu ver há certo exagero no uso do termo, todas as vinícolas tratando de ter seu próprio rótulo single vineyard, o que deveria ser uma condição de exceção (ou não?). O conceito tão presente na França e Itália, países pais dos vinhos, trata normalmente de vinhos singulares, de vinhedos excepcionais, normalmente vinhas velhas, com os quais fazer blends com outros vinhedos seria quase um sacrilégio! A pergunta que restou depois de conhecer tantos single vineyard em Mendoza foi se realmente existem tantos vinhedos excepcionais assim por lá, ou se na verdade não estariam perdendo uma maior expressão, com assemblages bem feitos, em favor do apelo de marketing de exclusividade dos single vineyard. Fica a reflexão!

De fato a Argentina foi agraciada ao ter dado berço, e representatividade, a três castas sem tanta expressividade em outros terroirs. É como se Baco tivesse sentenciado: “Essas três castas terão origem em outro lugar, mas só mostrarão quem realmente são quando chegarem à Argentina.”  Desabrocharam muito bem, e verdade seja dita: Malbec, Bonarda e Torrontés são a cara da Argentina!

Em Mendoza: Catena Zapata

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Falar da Catena Zapata é chover no molhado e eu sei bem disso. É falar de tradição, de marca e da própria história do vinho na Argentina. Tenho dito e repito: se tivesse que, hoje, escolher uma única vinícola da qual beberia somente dos seus vinhos até o fim da vida, minha escolha seria a Catena.

Logo nos primórdios da descoberta me incomodava a presença massiva dos seus vinhos nas cartas de todo e qualquer restaurante do Brasil. “Puro investimento em marketing”, imaginava eu. É nesta hora, quando você realmente começa a degustar outras e superiores linhas da Catena que você entende o que é unir a qualidade e respeito ao vinho com o empresariar e alavancar a marca.

Foi assim. A Catena encheu o mercado brasileiro com seu “Catena Malbec”, muito correto e com preço justo. Desta forma, inclusive fomentando o mercado de vinhos como um todo, a vinícola cumpriu seu propósito alinhando vinhos corretos, de expressão, com marketing agressivo. Assim seus vinhos são sempre referência de qualidade para os bebedores eventuais que conheço. E isso é muito bom, os mantém longe dos famigerados Mouton Cadet! 😛

Ok! O tour pela vinícola é bem “enlatado” muito parecido com a Concha y Toro, vídeo institucional e tal… Coisas de vinícola com label a defender. Mas ainda assim é impossível estar em Mendoza e não visitar. A arquitetura chama a atenção e a degustação conta com os vinhos premium: Catena Alta Chardonnay, Catena Alta Cabernet Sauvignon e Angélica Zapata Malbec. Solicitei à parte a degustação do TOP da vinícola o Malbec Argentino Catena Zapata, que foi o ponto alto, realmente um Malbec ícone, e deve aparecer no blog em breve.

Mendoza é um paraíso aos amantes dos vinhos. Estar neste lugar é não só respirar dos malbecs, bonardas e torrontés em sua expressão máxima, mas perceber a paixão dos seus tantos produtores, e dos mendocinos como um todo. Eles amam seus vinhos! Faltaram dias para viver um pouco mais disso tudo mas foi suficiente para boas surpresas e manter aquela imensa vontade de voltar. E logo! 😀

Onde estavam os pinotage?

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Estive recentemente na África do Sul e apesar de a viagem não ter sido uma viagem vínica, confesso que criei uma certa expectativa para degustar alguns dos rótulos que não chegam ao Brasil, e nem à Angola, e talvez degustar o de melhor da “cepa símbolo” do país e minha queridinha: a pinotage.

A pinotage que é um cruzamento da hermitage com a pinot noir sempre me enche os olhos, seja por serem os rótulos mais restritos em termos de opção, seja por agregar um algo a mais com relação à pinot noir.

Em primeiro lugar foi bem fraca a oferta de pinotage nos lugares que freqüentei, desde o aeroporto ao lodge em meio ao parque nacional do Kruger, imaginei que o marketing sobre a casta seria mais abundante. A única opção disponível foi sofrida e muito aquém do famigerado Fairview que aparece sempre no Brasil. Devo confessar que a grande surpresa da viagem foi um blend de Syrah, Cabernet Franc, Merlot e Cabernet Sauvignon, o Alto Rouge.

Ainda insistindo na pinotage trouxe na mala dois exemplares comprados totalmente às cegas no freeshop. Vamos ver se surpreendem, enquando ainda programo a volta pra Africa do Sul, desta vez com os vinhos em primeiro plano.

A temporária supremacia portuguesa

Vida de enófilo fora do ninho é um pisar de ovos. Um eterno se adaptar que às vezes sinto o exigir retirar estrategicamente o vinho da taça, e brindar com a bebida preferida do grupo. Mas também é legal perceber o interesse geral por vinhos, um desconhecido que gera um certo fascínio, e aos poucos a possibilidade de colocá-lo mais no dia-a-dia. Quem sabe até uma mini confraria? 🙂

Em Angola a quantidade de rótulos portugueses até assusta quem procura algo além. Talvez o preço mais agradável acabe levando os brasileiros a ter sempre aqueles rótulos lusitanos que são mais caros (e sempre honestos!) no Brasil. O rótulo deste noite foi mais um português, alentejano, que foi escolhido na adega amiga por um motivo simples: safra de 2006. Um corte de touriga nacional, alicante bouschet e syrah, vinho simples sem grandes pretensões, pra ser bebido jovem e que implorava por ser aberto.

O vinho: ROCIM 2006

Como era de se imaginar o vinho já estava em franca decadência. O álcool de 14 graus segurou um pouco a onda do envelhecimento mas impossível não sentir aquele toque de frutas vermelhas já passadas e uma madeira já bem enjoativa. Na boca taninos quase mortos de tão macios, acidez um tanto chata, corpo ligeiro e o álcool sobrando um pouco. Percebe-se que era um honesto, devendo ser bem redondo quando jovem, mas que definitivamente passou do tempo.

Esse vinho acabou por lembrar-me de uma aula do curso de sommelier onde na degustação de um rótulo como este eu digladiei contra a potência perdida (o não deixar envelhecer aquele que não tem estrutura para tal) enquanto um confrade adorou a ~elegância~ quase chata de um rótulo tão sem expressão. Lembrei que isso é vinho. Que vinho em prova (tanino, acidez, estrutura…) não significa gosto pessoal. E que quando se fala de “gosto” não há o que questionar, mas sim fomentar a experiência do tal “gosto”.

Bem, mas se o vinho não foi dos melhores, a possibilidade de aumentar o numero de enófilos em Luanda foi animador o suficiente para superar o vinho. 😉

* € 8, www.domvinho.com

PORTUGAL

As taças e as incríveis paranóias femininas

Quando a gente passa a tomar vinho regularmente (mais, melhores, diferentes) passa também a adquirir hábitos que pra muitos pode parecer frescura exigência demais. Há quem tenha um apreço especial por seu saca-rolhas de dois estágios, ou o termômetro, ou o vacuvin. Todos esses itens são importantes mas acabam sendo dispensáveis quando você está longe de casa, e definitivamente não vão comprometer o prazer da degustação. Já as taças… Ah! Elas acabam sendo a grande questão em meio a essas firulas do vinho, e elas podem realmente DESTRUIR um vinho.

Quem nunca recebeu uma taça (ou copo) em um restaurante com marcas de detergente, ou gordura? O pouco que seja dessas substâncias pode anular aromas, criar sabores desagradáveis, etc. Afora as taças e seus formatos em si que pra mim tem sido um hiperfoco desde que, numa degustação às cegas do curso de sommelier, ao mudar apenas as taças, jurávamos que havia sido servido um outro vinho e na verdade… era o mesmo!

Tudo isso pra justificar minha necessidade atual de levar minhas taças por aí. Muitos restaurantes já tem boas e adequadas taças, mas ainda encontramos muita porcaria! E não estou falando de preços ou requinte necessariamente. Muitas vezes o dono gasta horrores em taças inadequadas quando poderia investir o mesmo valor em taças mais finas, talvez ISO, que se prestam a mais tipos de vinho.

Minha fixação em taças anda tão grande que estou insatisfeita até com as minhas tradicionais flutes pra espumante, estou achando que não estão valorizando esses vinhos tão especiais. Mas esse é assunto pra outro post

Ando numa busca incessante por um case de viagem (pra uma dupla de taças), mas não acho em nenhum lugar. Não custava nada os produtores de taças produzirem seus próprios cases, usar case de vinhos para transportar taças é por demais emocionante, sempre no risco da quebra. Posso parecer radical para alguns, mas com uma taça inadequada prefiro nem abrir o vinho, ficar na água acaba sendo uma opção mais acertada. 😉

Agora sim um riesling de verdade!

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Minha casta branca do momento é sem dúvida a riesling. Talvez até motivada pela imensa dificuldade em encontrar exemplares dela nas lojas (normais) de vinhos.

Gosto muito do caráter extremamente marcante e aromático, as notas minerais e o frescor de frutas cítricas típicas do riesling. Minha grande frustração é experimentar muito pouco desta casta pois, não tem jeito, somos bombardeados de vinhos de chardonnay (normalmente embarricados) e sauvignon blanc nos permitindo menos provas de vinhos diferentes com riesling, gewustraminer, malvasia, torrontés, viognier, etc…

Mas, naquela velha questão de experimentação, ando em busca de evitar as castas “arroz-de-festa” e me permitir o desfrute de diferentes sensações. E eu que pessoalmente gosto de raríssimos sauvignon blanc preciso mesmo buscar alternativas brancas à chardonnay.

O vinho: Domaine Paul Blanck Riesling 2007

Um riesling da Alsácia, região que juntamente com a Alemanha, divide a soberania da melhor expressão da casta. Vinho elegante, frutado com maça verde e pêras (um tanto em caldas) e floral, aromático sem ser enjoativo e sem aromas de petróleo. Acidez na medida, bom corpo e persistência, com certa untuosidade e deixando a sensação: “Não estou bebendo mais do mesmo!”

Só sei que quero mais desse riesling! 😉

* R$ 100, www.boccati.com.br

FRANÇA